Como parte da pesquisa WebRádio: Uma Ação Rizomática na Formação de Redes Sociais, o PET-ECO UFRJ apresenta a Radioação - II Semana de Radialismo da UFRJ. Leia mais.

Nós do PET entendemos que o Rádio foi e sempre será um poderoso instrumento de comunicação, que pode ser utilizado de diversas maneiras. As novas tecnologias, apontando para o Rádio Digital e para o Rádio OnLine, são ferramentas de alcances ainda desconhecidos, mas certamente muito interessantes. No entanto, como em qualquer meio de comunicação, também no ambiente do rádio existe a oportunidade e a disputa pelo poder que só a informação confere. Estas novas e promissoras possibilidades merecem especial atenção para que os novos padrões radiofônicos não se tornem também, assim como o Rádio Tradicional, grandes arenas de concentração de poder.

Para discutir estas e outras questões, a Radioação - II Semana de Radialismo da UFRJ será divida em três temas principais, discutidos por especialistas e profissionais em cada uma das áreas. O intuito destas discussões é mostrar à comunidade acadêmica e qualquer pessoa com interesse no assunto a evolução do sistema de rádio, como funcionam as novas tecnologias de rádio-emissão e também, apontar as novas ações no sentido de criar um ambiente democrático antes de instituir os novos tipos de rádios no mosaico da comunicação de massas.

A elaboração de novos meios de comunicação é uma grande oportunidade para todos nós. Confira a programação da Radioação, inscreva-se e participe desta construção.

Clique na imagem ou acesse em http://www.radioacao2009.blogspot.com/

Paisagem Multicultural: Fórum de Imigração do Estado do Rio de Janeiro

O objetivo do Fórum de Imigração do Estado do Rio de Janeiro 2008-2009 é de associar estudiosos, especialistas do tema, instituições de pesquisa, representantes de associações comunitárias, membros dessas comunidades e responsáveis por sua mídia. Leia mais.

O projeto pretende, num esforço conjunto para a elaboração de um mapa geral das comunidades étnicas presentes no Estado do Rio de Janeiro, realizar um registro de suas atividades sociais, econômicas, culturais e artísticas, iniciar um levantamento completo de sua mídia comunitária e reunir os dados necessários para o subsídio dos estudos e análises acadêmicos neste campo.

Leia mais em http://forumdeimigracao.wordpress.com/

PET Verde

A pesquisa sobre comunicação ambiental do PET-ECO tem o objetivo de analisar as representações midiáticas dos assuntos ambientais e pensar novos conceitos e técnicas de comunicação capazes de superar os textos acríticos e superficiais da Grande Mídia. Leia mais.

Os resultados dessa pesquisa coletiva do PET, que foi impulsionada por uma parceria com o Projeto Ressurgência, do Coppe-UFRJ, e teve desdobramentos importantes como a Semana Nacional de Comunicação Ambiental (2007) e a disciplina Comunicação Ambiental - ministrada pelo tutor do PET-ECO, com monitoria do grupo - estão registrados no repositório ambiental (clique aqui), administrado pelo grupo.

Fórum de Mídia Livre

O Fórum de Mídia Livre, que reúne jornalistas, acadêmicos e ativistas pela democratização da comunicação, teve o apoio decisivo do PET-ECO para nascer. O grupo foi o principal organizador do I Fórum de Mídia Livre, que aconteceu na Escola de Comunicação da UFRJ nos dias 14 e 15 de junho de 2008.

Resultado de reunião promovida em São Paulo em março e em diversos outros Estados, este documento lançou as bases para a organização do I FML, no campus da Praia Vermelha.

Atualmente, o PET-ECO é um dos parceiros do FML, que já teve até uma edição mundial, em Belém, durante o Fórum Social Mundial de 2009. Clique na imagem ao lado (de alguns dos organzadores) para saber mais sobre esta iniciativa.

I Semana Nacional de Comunicação Ambiental :: 2007/2

A I Semana Nacional de Comunicação Ambiental (www.eco.ufrj.br/semanaambiental) ocorreu de 06 a 08 de novembro de 2007, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Realizado por alunos do PET e pelo tutor do PET, Mohammed ElHajji, contou com mesas ministradas, das 9h às 12h, por acadêmicos, ativistas e profissionais de diversas partes do Brasil vinculados a temas e projetos específicos de áreas geralmente ligadas à temática ambiental nas suas variadas formas, com foco na comunicação social. Foram três as temáticas: Perspectivas da Comunicação Ambiental (06/11/2007); Comunicação Ambiental e Sociedade Civil (07/11/2007); e Comunicação e Gestão Ambiental (08/10/2007). Além dos debates, ocorreram durante a Semana três oficinas de comunicação ambiental e uma mostra audiovisual.

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Clique no título para saber mais.

II Semana de Diversidade Sexual :: 2007/2

A II Semana da Diversidade Sexual da Escola de Comunicação da UFRJ, visando conhecer seu público e melhorar as próximas edições do evento, distribui aos cerca de 150 participantes dos 4 dias de evento - 23, 24, 25 e 26 de outubro de 2007 - um formulário de avaliação, vinculado à obtenção de um certificado de participação no evento. A resposta foi positiva, tanto em relação ao formato da avaliação quanto às respostas apresentadas à Coordenação do evento. (Veja matéria da WebTV da UFRJ aqui)

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Preservamos aqui o nome e email dos(as) participantes, divulgando apenas suas observações e a instituição à qual estão vinculados(as).

Grande parte das respostas foram de estudantes, professores ou funcionários da Escola de Serviço Social da UFRJ (a partir de agora ESS/UFRJ). Uma graduanda parabenizou o grupo de coordenadores e os palestrantes pelo evento: “E espero que em breve possamos compartilhar a 3ª semana da diversidade sexual, dessa vez sem chuva para atrapalhar, principalmente uma mesa tão esperada que era mídia e sexualidade”. A participante se refere à mesa que foi cancelada devido à forte chuva que caiu sobre a cidade no dia 24 de outubro, inclusive com o fechamento de um túnel da cidade de acesso entre as zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro.

Esta participante sugeriu “uma maior divulgação do evento na universidade; convidar grupo de teatro para possibilitar uma maior interação com o público, assim como ocorreu no primeiro dia do evento; incluir no debate, a questão dos movimentos sociais dos homossexuais (Parada Gay) e as formas de organização e mobilização deste segmento; e os direitos alcançados”. Em parte, acreditamos que estes temas foram de certa forma abordados, talvez com maior ênfase em alguns dias e com menor em outros.

Outra graduanda da ESS/UFRJ escreveu: “Gostaria de parabenizar a todos(as) por um maravilhoso evento!!! Pude esclarecer muitas coisas, já que pretendo fazer meu trabalho de conclusão de curso sobre a temática da diversidade sexual!!! Pena não ter havido o dia de sexualidade e mídia! Curso uma disciplina em Serviço Social que o tema é sexualidade e mídia e seria interessante que não faltasse essa mesa na próxima semana que realizarem, no ano que vem!”

Uma participante que afirmou ter um consultório particular, sem especificar sua profissão, deu como sugestão geral ter, no lugar de perguntas e respostas ao final da mesa, debates, “já que o público pode também contribuir com o evento através de suas próprias experiências”.

Uma integrante da ESS/UFRJ que não especifica sua formação escreveu: “Minha sugestão é também assunto de meu interesse – a questão da homofobia, que poderia ser tratada pelo Centro de Referência de Combate à Homofobia (CRCH), e a questão da inclusão no mercado de trabalho, como o exemplo do Projeto DAMAS”.

Uma outra participante afirmou que gostaria que “alguma jogadora de futebol fosse para discutir a diversidade no meio esportivo e no trabalho”.

Um graduando em Serviço Social na PUC Rio deu como sugestão geral que todos os dias tivesse um stand com publicações para vendas. Ele sugeriu também que a temática “identidade sexual e religiões” fosse discutida: “Acho que seria importante avançarmos nesse diálogo”. E completou: “Quero parabenizar pelo evento que foi maravilhoso! Espero participar de outros eventos que venham discutir esse diálogo da diversidade sexual. Foi dez!”

Uma integrante do Instituto Presente, que trabalha o tema da sexualidade, separou sua avaliação em pontos positivos e pontos negativos. Segue na íntegra. Pontos positivos: “Gostei muito de participar dos debates da semana, me acrescentou muito; o tempo para cada mesa foi ótimo, não teve pressão para terminar e o debate fluiu tranqüilo; atenção e dedicação da organização em atender as pessoas e seus pedidos (pelo menos os meus); as/os palestrantes convidadas/os eram muito boas/bons; a sala era bem iluminada e ventilada”.

Os pontos negativos: “O dia que foi adiado, acabou não acontecendo – uma pena!; houve uma peça de teatro que não foi apresentada (25/10 - Sapatinhos vermelhos); Quinta-feira (dia 25) e sexta-feira (dia 26) a sala não estava com metade da sua capacidade ocupada – dá um certo desestímulo, principalmente na hora do debate; não ganhamos nem um bloquinho para anotações; a mesa cujo tema era "Sexualidade saudável" não abordou a saúde, mas a doença, com exceção da Bárbara [Graner], cuja participação estava prevista para o dia anterior, pontuou algumas questões da vivência saudável da sexualidade.

Adicionamos apenas que, apesar de relativamente vazio, o local do evento tem capacidade para 120 pessoas, portanto houve o comparecimento de pelo menos 50 pessoas, pelo nosso registro.

Uma integrante do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro que trabalha com formação de professores afirmou que “o Seminário foi muito bom, só poderia melhorar um pouquinho na pontualidade”. Deixou um questionamento: “Diversidade sexual abrirá realmente as portas para a pedofilia, entre outras?”

Uma integrante da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da UERJ) afirmou que “a II Semana de Diversidade Sexual foi enriquecedora para minhas pesquisas, desde já os agradeço e deixo aqui meus parabéns! Infelizmente não pude participar de todos os dias, espero que a III Semana de Diversidade seja ainda melhor, adorei os palestrastes e os assunto abordados”.

Integrantes da UFRJ que não especificaram sua relação com a universidade deram sugestões diversas. Uma sugeriu abordar esse assunto em um plano mais profundo do tema e com mesas mais específicas. Sugestões para o próximo evento: diversidade sexual na escola. Um outro destacou que o evento foi “muito interessante já que abordou um tema que às vezes pode ser considerado um "tabu" e acaba não sendo debatido”.

Uma outra cobrou que na próxima semana seja possível a temática sobre mídia e sexualidade, “pois acho essa temática muito pertinente para discutirmos, pena ter tido aquela chuva. No mais avalio o evento de forma positiva. Sugestões para o próximo evento: uma mesa falando sobre Diversidade e Educação”.

Uma estudante do Serviço Social na UFRJ e da Pedagogia na UERJ afirmou: “Gostaria de primeiramente parabenizá-los pelo excelente evento que vocês fizeram, foi bastante proveitoso pela sua variedade, dinamismo e pela qualidade dos convidados palestrantes”. Uma estudante da Universidade Estácio de Sá pediu “mais dias com intervalos de minutos entre os palestrantes”.

Uma estudante do segundo período da Escola de Comunicação da UFRJ sugeriu que a coordenação orientasse os componentes da mesa de debate quanto à forma de apresentação, para que não fique muito cansativo. “Hoje (25/10) um dos palestrantes demorou muito mais que 15 minutos na sua apresentação e outra leu um texto, diminuindo o dinamismo, o que de forma alguma comprometeu em termos de conteúdo, pois achei interessante de qualquer forma (...) Gostaria que fosse mais abordado nos próximos eventos a questão da união civil entre pessoas do mesmo sexo, a questão da adoção e da homossexualidade”. Adicionamos que a adoção teve um convidado de peso, no primeiro dia de evento (23/10).

Site do evento: http://www.eco.ufrj.br/diversidade/

Cinerama :: desde 2002

O Cinerama, como proposta de cineclube, tem a intenção, por meio da exibição de filmes, de promover o debate de suas histórias e da produção cinematográfica nacional e internacional. Pelo viés da narrativa, pretende-se expor e discutir os símbolos sociais que compõem as obras, assim como a forma escolhida para transmiti-los. Deste modo, cremos na defesa de que todo tempo (e também as diversas áreas do globo) tem suas diferentes convenções de ver e de dizer/mostrar, estando aí sua riqueza cultural e suas limitações em relação à idéia de verdade.

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Pela linguagem cinematográfica vemos a oportunidade de estudar a história técnica e criativa dos instrumentos e signos de uma linguagem onipresente no cotidiano contemporâneo, entretanto, ainda amiúde ausente nas conversas ordinárias sobre o cinema.

É também um objetivo persistente a produção de obras audiovisuais, fruto das discussões motivadas pelo contato com os filmes. É a percepção audiovisual da realidade de determinado grupo, registrada e difundida como mais um elemento na economia cultural de nossa sociedade, visando reforçar uma frente em que acreditamos dentro das relações econômicas atuais: a produção independente.

A integração da comunidade de alunos da Escola de Comunicação com outras pessoas e grupos que constroem a nossa cultura além dos limites físicos da universidade é mais uma das metas do Cinerama, e muito cara à equipe. Seja pelo recebimento deles em nossas instalações ou pela propagação do Cinerama em outras áreas.

Acompanhando as atividades supracitadas e de acordo com a tradição cineclubista, o Cinerama publica um jornal mensal, com resenhas sobre os filmes exibidos e artigos sobre cinema.

Deve-se ressaltar que se trata de um processo de duas vias. Os eventos realizados nas comunidades servirão de divulgação das atividades promovidas na Universidade, convidando a população a freqüentar um espaço de uso público.

A relação com outros cineclubes, produtores e distribuidores de cinema e vídeo do país tem ampliado o campo de visão e influência do público. Isso se dá basicamente pela troca das experiências e produções entre o Cinerama e seus parceiros. Em 2006, houve a bem sucedida exibição do curta Eternau feito por alunos da UFRS de Porto Alegre, que contou com a participação dos próprios.

No sentido inverso, o Cinerama pode auxiliar na distribuição dos filmes produzidos pelos alunos da Escola de Comunicação para outras regiões, divulgando, assim, nossa produção cultural. Neste ano, as seis pré-estréias organizadas pelo Cinerama foram acompanhadas por debates com os diretores, atores e produtores dos filmes. Privilegia-se, ainda, a exibição de um curta antes de todas as sessões, em geral proveniente do circuito universitário.

A iniciativa adquire capital importância uma vez que os futuros profissionais do ramo cinematográfico ganham visibilidade. O público presente era de origens, idades e interesses variados, mas todos atraídos pelo bom cinema. A aproximação entre profissionais, estudantes e amantes do cinema está entre as mais elogiadas iniciativas do Cinerama.

Internamente, os filmes exibidos dialogam forçosamente com o conteúdo trabalhado nas aulas da Universidade, sobretudo no domínio das Ciências Humanas. Sempre aberta às sugestões de alunos e professores, a programação está em função do conhecimento que se pode obter e gerar com a experiência cinematográfica.

Sobre as exibições

As sessões do Cinerama ocorrem toda quarta-feira, sendo que os filmes relacionam-se em um ciclo temático de, geralmente, quatro obras. Adaptando-se ao calendário letivo, as exibições vão de março ao início de dezembro. Conscientes das carências que tal adaptação impõe, resignamo-nos a ela por fins logísticos até que seja possível realizar exibições também nos outros meses.

Para isso é essencial o apoio das partes com maior tradição nas deliberações da Universidade, de modo que o espaço esteja garantido também neste período. Cada sessão é composta por um curta-metragem e um longa-metragem. Não obstante, circunstancialmente, o mesmo tempo é preenchido por outro número de filmes de diferentes metragens.

A divulgação das exibições num primeiro plano é feita pelo jornal do Cinerama que inclui a programação do mês. A distribuição de panfletos e a alocação de cartazes de uma sessão ocorrem logo após o término da sessão que lhe antecede. A escolha dos filmes a serem exibidos é feita em reuniões mensais cuja participação é aberta a todos.

Clique no título ou acesse www.eco.ufrj.br/cinerama

II Semana de Quadrinhos :: 2007/1

O evento aconteceu no campus da Praia Vermelha, UFRJ, dias 18, 19 e 20 de junho de 2007. Clique no título para saber mais.

I Semana de Jornalismo - Meio a Meios :: 2007/1

A velocidade das mudanças no jornalismo e nas novas formas de comunicação contemporânea nos faz refletir constantemente sobre o papel social dos jornalistas e das diversas tendências da comunicação que se multiplicam, fomentadas pelo avanço das tecnologias. Algumas destas novas tendências estão presentes em três esferas da comunicação: Jornalismo Literário/Narrativo, Mídia Alternativa e Jornalismo Cultural.

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Pensando nisso, o Programa de Educação Tutorial da Escola de Comunicação da UFRJ (PET-ECO) idealizou a Meio a Meios: I Semana de Jornalismo da UFRJ, que está prevista para os dias 27, 28, 29, 30 de março de 2007, na Praia Vermelha. Meio a Meios contará com mesas ministradas por profissionais vinculados a temas e projetos específicos de áreas pouco difundidas do jornalismo. Paralelamente, haverá oficinas com o fito de incitar a produção dos alunos e, dessa forma, aproximá-los da realidade do mercado de trabalho em que irão atuar.

A proposta nuclear do projeto é organizar um evento que se distancie dos padrões tradicionais de abordagem do jornalismo. Buscamos arquitetar uma estrutura de planejamento diferenciada, que viabilize a construção de uma identidade a ser seguida nos próximos anos de produção da semana.

Meio a Meios: I Semana de Jornalismo da UFRJ reunirá mesas com temáticas pouco discutidas na cena universitária. Visando pôr em prática o que for analisado nas palestras, as oficinas aprofundarão abordagens relacionadas às novas tendências dos estudos do jornalismo contemporâneo e suas vertentes técnicas e teóricas. As oficinas tratarão de assuntos que despertam o interesse dos alunos da Escola de Comunicação, ao passo que muitas delas foram sugeridas pelos próprios.

As oficinas propostas são: Crônicas, Fotografia Experimental, Radiojornalismo, Crítica Jornalística, Revisão e Produção Cultural. Estas serão dividas em quatro dias, cada uma com a duração de dois dias. No quarto dia, a Mostra Final agrupará as produções das oficinas e outros projetos desenvolvidos no âmbito do ensino universitário, que ficarão expostas ao público.

Haverá, ainda, no quarto dia a premiação simbólica dos trabalhos executados nas oficinas e a cerimônia de encerramento. O evento está previsto para os dias 27, 28, 29 e 30 de março de 2007, iniciando às 9h com término às 13h. Substancialmente, Meio a Meios irá voltar-se para os alunos de Comunicação. Entretanto, divulgaremos o evento nas principais faculdades do Rio com o objetivo de dar maior visibilidade ao projeto e arregimentar o maior número possível de interessados.

Mais informações no site da semana.A proposta nuclear do projeto é organizar um evento que se distancie dos padrões tradicionais de abordagem do jornalismo. Buscamos arquitetar uma estrutura de planejamento diferenciada, que viabilize a construção de uma identidade a ser seguida nos próximos anos de produção da semana.

Meio a Meios: I Semana de Jornalismo da UFRJ reunirá mesas com temáticas pouco discutidas na cena universitária. Visando pôr em prática o que for analisado nas palestras, as oficinas aprofundarão abordagens relacionadas às novas tendências dos estudos do jornalismo contemporâneo e suas vertentes técnicas e teóricas. As oficinas tratarão de assuntos que despertam o interesse dos alunos da Escola de Comunicação, ao passo que muitas delas foram sugeridas pelos próprios.

As oficinas propostas são: Crônicas, Fotografia Experimental, Radiojornalismo, Crítica Jornalística, Revisão e Produção Cultural. Estas serão dividas em quatro dias, cada uma com a duração de dois dias. No quarto dia, a Mostra Final agrupará as produções das oficinas e outros projetos desenvolvidos no âmbito do ensino universitário, que ficarão expostas ao público.

Haverá, ainda, no quarto dia a premiação simbólica dos trabalhos executados nas oficinas e a cerimônia de encerramento. O evento está previsto para os dias 27, 28, 29 e 30 de março de 2007, iniciando às 9h com término às 13h. Substancialmente, Meio a Meios irá voltar-se para os alunos de Comunicação. Entretanto, divulgaremos o evento nas principais faculdades do Rio com o objetivo de dar maior visibilidade ao projeto e arregimentar o maior número possível de interessados.

Site: www.meioameios.com/2007/

IV ECO Mostra :: 2006/2

IV ECO Mostra - Mostra de Projetos Experimentais dos Alunos da Escola de Comunicação da UFRJ, no segundo semestre de 2006. Saiba mais no site http://www.eco.ufrj.br/ecomostra/

I Semana de Diversidade Sexual da ECO/UFRJ:: 2006/2

Sexualidade há muito tempo não é apenas tema de debates científicos ou ponto alto das confissões religiosas. Vivem-se novos tempos, em que preconceitos começam a ser quebrados ou pelo menos enfrentados; é preciso atentar, portanto, para a importância da discussão acerca da pluralidade sexual humana e sua expressão na sociedade contemporânea, como um fenômeno essencial na construção de identidades e realidades.

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Através de diálogos entre estudiosos, acadêmicos, lideranças e formadores de opinião, o Programa de Educação Tutorial da Escola de Comunicação da UFRJ (PET/ECO) realizará, nos dias 13, 14 e 15 de setembro de 2006, a partir das 13 horas, a I Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ, que pretende discutir as intensas transformações sociais, no que se refere à sexualidade, analisando a evolução ou estagnação dos debates da multiplicidade identitária e sexual.

Mas afinal, o que é diversidade sexual? Seria uma expressão que representa apenas as diferenças entre orientação e identidade sexuais, ou esse termo envolve também outras questões? De que forma os movimentos em defesa dos direitos dos homossexuais e da mulher influenciaram nossa visão atual da sexualidade?

Evitando os clichês que predominam as discussões em torno deste assunto, a I Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ tem a proposta de levantar questões relevantes acerca da homossexualidade, da transexualidade, do preconceito, da prostituição, dos direitos civis e da formação dos novos modelos de relação amorosa e familiar observados na sociedade do século XXI, bem como o tratamento dado a esta temática pelo meio político, acadêmico e pelos principais veículos de comunicação.

Contaremos com PALESTRAS E MESAS REDONDAS em que serão abordados temas de interesse da área de comunicação e de qualquer outra área que se proponha a discutir as novas tendências sociais. Dentre as diferentes temáticas, destacamos: a diversidade sexual e sua relação com a sociedade, com a mídia e Universidade, passando pela apresentação de ONGs ativistas e projetos de inclusão social.

Haverá espaço para exposição de trabalhos que levantem a questão da pluralidade sexual, cujo principal objetivo é desmistificar e desassociar a idéia de anormalidade da orientação homossexual e de outras variantes da sexualidade humana que se diferenciam da heterossexualidade.

Contaremos com o apoio de professores e alunos da Escola de Belas Artes (EBA) e do Instituto de Psicologia da UFRJ para nos ajudar no intento. Também será realizada uma programação especial do CINERAMA, cineclube da Escola, com a exibição de curtas-metragens com a temática da diversidade sexual. Para tal, contaremos com o apoio do Mix Brasil, festival que focaliza assuntos que abordaremos na semana.

Com uma maior aceitação da diversidade sexual pela sociedade, propiciada pela Revolução Sexual dos anos 60 a 80 e pela não-classificação da homossexualidade como doença mental segundo a Associação Psiquiátrica Americana na década de 70 – que estimulou, em 1994, a mesma atitude por parte da OMS –, observa-se uma presença mais significativa da temática nos meios de comunicação. Atualmente, nas mídias em geral, o homossexual vem deixando de ser tratado como elemento caricato e histrião, para ser finalmente mostrado sem estereótipos.

Alguns produtos midiáticos recentes constituem exemplos concretos, como é o caso do hollywoodiano Brokeback Mountain, representado por dois caubóis - standarts da cultura chauvinista americana - e da novela Senhora do Destino, evidenciado por duas moças livres de qualquer estereótipo. Ao mesmo tempo em que se observa o avanço desta tendência, nota-se a reação de grupos que a execram, sejam religiosos ou políticos. Atentando para a censura recente do Festival Mix Brasil, decidimos montar essa Semana da Diversidade Sexual; afinal, liberdade de expressão é um direito inerente a qualquer cidadão.

Projeto idealizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET-ECO), a I Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ foi levado à frente pelas mãos de Diego de Souza Cotta, que coordena a equipe de organização: Ana Carolina Alves, Rafael Moura Vargas Guilherme Romeo Tomaz, Tainá Revelles Vital, Diego Paes, Raphael Ferreira, Maria Flor Brazil, Amanda Meirinho e Isadora Sachett.

A I Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ é uma realização do PET/ECO e conta com o apoio da Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO/UFRJ).

Site com programação e outras informações: http://www.eco.ufrj.br/diversidade

Entre na comunidade da Semana de Diversidade no Orkut clicando aqui.

I Semana de Quadrinhos :: 2006/1

Atentar para a importância da animação na construção de identidades e realidades. Reviver momentos de relevância política no Brasil através da crítica/denúncia pelo humor. Analisar a evolução dos quadrinhos no cinema e o atual momento de produções cinematográficas de sucesso. Com esses objetivos, o Programa de Educação Tutorial da Escola de Comunicação da UFRJ (PET/ECO) realizou a I Semana de Quadrinhos da ECO/UFRJ, nos dias 10, 11 e 12 de maio de 2006 no campus da Praia Vermelha.

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Projeto idealizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET-ECO), foi levado à frente pelas mãos de Rafael Moura Vargas e Ana Carolina Alves, que coordenam a equipe de organização: Amanda Meirinho, Diego de Souza Cotta e Guilherme Romeo Tomaz.

A I Semana de Quadrinhos ECO/UFRJ é uma realização do PET/ECO e contou com o apoio da Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO/UFRJ), do Programa de Pós-Graduação da ECO, Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Escola de Belas Artes da UFRJ, Faculdade de Arquiterura e Urbanismo/UFRJ e Anim!Arte.

Site da Semana de Quadrinhos: http://www.eco.ufrj.br/semanadequadrinhos


Quadrinhos na Universidade
Por Marcus Vinicius de Medeiros
07/06/2006 [Almanaque Virtual]

Durante os dias 10, 11 e 12 de maio de 2006, a Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro realizou em seu campus, na Praia Vermelha, um evento dedicado às histórias em quadrinhos e à animação em suas mais variadas formas e gêneros, tais como a charge, o humor, e a ficção científica, além de oferecer oficinas práticas e teóricas. De acordo com Ana Carolina Alves, organizadora do evento, a proposta da I Semana de Quadrinhos ECO-UFRJ era “aproximar a universidade do estudo da arte seqüencial, porque esta não é reconhecida”.

Mesa de abertura – “Charges:
humor nas páginas de jornal”


As mesas-redondas reuniram desde chargistas consagrados a quadrinhistas que se aventuram na cena independente, garantindo uma atmosfera de seriedade e respeito à nona arte. Embora destoe das convenções de fãs, como os eventos dedicados à animação japonesa que proliferam atualmente, o ambiente foi bem-humorado, mesclando reflexões profundas e boas risadas.

A primeira palestra do dia 10 teve como tema Charges: Humor nas páginas de jornal, com Aroeira (O Dia), Arnaldo Branco (Revista F), Leonardo (Extra) e Alviño (Jornal dos Sports). Aroeira abriu o evento com uma apresentação que encontrou eco em muitos dos presentes: “Comecei a desenhar, descobri que era pequeno, magrinho, um típico nerd. E o desenho foi se tornando uma forma mais sofisticada de comer alguém, pagar as contas, e passei a viver disso. No processo, falo mal de políticos e amigos”.

Os demais participantes da mesa contaram histórias semelhantes sobre seu início no meio artístico, discordando apenas num ponto: “Acho que ele está errado na parte de comer alguém. Como músico isso é mais fácil”, apontou Leonardo. “A resposta é bacana, mas mulher, até agora, nada”, corroborou Arnaldo. Passadas as brincadeiras, foi abordado o papel social das charges. Explicou Aroeira: “Já vi dizendo que charge derruba governo, e já vi gente dizendo que não tem importância. Acho que não é por aí. Na época do Collor, era usada como estandarte. A charge perfeita é aquela que provoca uma catarse no leitor. O papel social é provar que esses políticos não são tão sérios. Se podemos zoá-los, podemos derrubá-los”, concluiu.

Mesa do 2º dia – “História,
Educação e Cultura nas HQs”

Em seguida, ocorreram a mesa-redonda Publicações Independentes do Pasquim ao Cenário Atual, e oficinas de “Finalização em Nanquim”e “Quadrinhos como Instrumento Político”, além da exibição de curtas de animação. Na palestra sobre publicações independentes, estiveram presentes Sérgio Cabral (Pasquim), Luimar Duarte (Banda Grossa), Arnaldo Branco (Revista F), Matias Maxx (Tarja Preta) e Renato Lima (Mosh). Luimar Duarte estava lançando sua revista Banda Grossa, e revelou o objetivo da publicação: “A proposta é mostrar nosso trabalho, é fazer humor escrachado, iconoclasta, sexo. A primeira edição foi bancada pela Fundação Cultural de Joinville. Agora temos o apoio da Casa da Matriz”.

Como influências, Luimar aponta a extinta Animal, Circo, Mad, Quase, Tarja Preta e F. Comentando sua formação profissional, o artista disse que se formou em Pintura pela UFRJ, mas sempre esteve inclinado para o humor. Para quem pretende seguir o mesmo caminho, aconselhou: “Casar com uma mulher rica. Tenha na cabeça que vai trabalhar muito, ser desenhista e saber vender seu produto. E ter outro sustento antes das HQs”.

O dia seguinte foi dedicado ao tema Quadrinhos na Construção de Identidades, abrindo com a mesa-redonda “História, Educação e Cultura nas HQs”. Francisco Caruso (EDUHQ), Waldomiro Vergueiro (NPHQ/USP) e Moacy Cisne (UFF) falaram principalmente sobre o uso dos quadrinhos com propósitos educacionais, sobretudo em escolas. “Eu não penso nas HQs com fins didáticos, mas elas podem funcionar como elemento de reforço ou como o próprio objeto de ensino na formação da identidade nacional, ser lidas em ambiente escolar, que realcem as qualidades e os percalços nacionais. Nenhuma HQ é inocente. Ela funciona como fonte de crítica e resgate da nossa identidade”, explicou o professor Waldomiro.

Já Francisco Caruso prosseguiu com uma apresentação de seu projeto EDUHQ, que explica ciências como Física e Matemática através de tirinhas: “Ao recorrer ao quadro negro, você é obrigado a explicar a ciência pela matemática e esbarra em problemas. Temos uma série de tirinhas onde os alunos criticam a escola”. Moacy Cisne fez uma retrospectiva de seu envolvimento com os quadrinhos desde a década de 1940, lembrando o preconceito que imperava nos meios culturais e acadêmicos.

Lançamento da Revista Banda Grossa

Octavio Aragão (Intempol), Adão Iturrusgarai (Aline e seus Dois Namorados), Carlos Patati (Nono Jacaré) e Anna Fortuna (Mulher-Cartum) estiveram à frente da mesa-redonda Linguagem e Estética das HQs e Artes Seqüenciais. Octavio Aragão deu uma verdadeira aula de história das HQs, buscando os primórdios da arte seqüencial. Em resposta ao atual predomínio do humor no quadrinho nacional, Octavio Aragão, responsável pelo álbum de ficção científica “The Long Yesterday”, do projeto Intempol, afirmou que existe o espaço para outros gêneros. “É só uma questão de ponto de vista. É só tentar fazer. Mudando este parâmetro, conseguiremos emplacar mais quadrinhos de ação”.

Anna Fortuna falou de sua criação para o jornal Pasquim 21, a Mulher-Cartum. “O mais importante do meu trabalho é o conteúdo, porque abordo as questões do universo feminino, num mundo em que a mulher ainda é vista como objeto sexual. A Mulher-Cartum é despudorada, explicita, fala de sexo de modo quase ginecológico. Ela é uma expert no assunto, e responde qualquer pergunta”. Adão Iturrusgarai comentou um pouco os artistas que o influenciaram, citando Henfil, Mauricio de Souza e Disney como seus primeiros contatos com o mundo dos quadrinhos, e Angeli como aquele que o fez decidir pela carreira profissional de cartunista.

O último dia do evento teve palestras dedicadas ao tema Quadrinhos e Tecnologia. Convidados como Miguel Paiva (Radical Chic) e Maurício Ricardo (Charges.com.Br) debateram a transição dos quadrinhos para mídias como o cinema e a internet. Na oficina de “Quadrinhos como instrumento político”, Andrei Viurievitch incitou acalorados debates sobre a adaptação cinematográfica da obra “V de Vingança”, do mago inglês Alan Moore, além de explorar momentos de contestação e crítica social em quadrinhos alternativos e de super-heróis.

A estimativa dos organizadores é de que 500 pessoas passaram pelas atrações da Semana de Quadrinhos, sendo mais de 75 inscritos nas oficinas. Embora não haja a perspectiva de inclusão do estudo de histórias em quadrinhos no currículo de Comunicação Social, fica a certeza de que a presença de nomes estabelecidos no mercado e novos talentos de futuro promissor contribuíram para derrubar preconceitos e apresentar novas possibilidades para a “arte invisível”.

Quando questionado sobre a existência de uma vanguarda no mundo dos quadrinhos, Octavio Aragão foi categórico. “Isso é coisa da modernidade. Hoje é tudo ao mesmo tempo, agora. Leiam, leiam, leiam. Cultura, cultura, cultura. Sejam pára-raios de informações”. Nenhum personagem dotado de superinteligência teria dito melhor.

I Semana do Rádio :: 2003/1

Por que o Rádio? Há 80 anos, quando Edgar Roquette Pinto realizou a primeira transmissão de sua Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, é muito provável que ele não tenha imaginado até onde isso ia chegar. Talvez ele nunca tenha pensado que o rádio pudesse ser usado como veículo de divulgação ideológica, que viesse a fazer parte da vida esportiva nacional, que parasse o país no último capítulo de uma novela, ou que fosse levar pessoas engajadas no exercício da profissão para cadeia, justamente pelo fato de exerce-las. Mas o rádio proporcionou tudo isso e muito mais.

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Em sua história, o meio já passou por momentos áureos, quando tudo aquilo que era importante para sociedade vinha do rádio. Mas desde o surgimento da televisão, nada mais foi o mesmo. As pessoas aprenderam uma nova linguagem e o rádio teve de se reciclar. De lá pra cá, uma fonte inesgotável de experiências vêm sendo produzidas para preservação do meio. Algumas comerciais, outras nem tanto e um grande número de experiências com o único objetivo de difundir a informação.

Não é muito complicado entender como um aparelho de transmissão funciona, mas compreender a linguagem, como uma mensagem radiofônica é produzida, é bem mais complexo. As rádios brasileiras têm trabalhado bastante com a segmentação. Atender a um determinado nicho do mercado foi o melhor caminho encontrado para sobreviver. Mas o que dizer de experiências como a rádio Interferência, dos alunos de Comunicação da UFRJ, que colocavam em prática seus conhecimentos teóricos sem se preocupar com o mercado?

Assim como em outros meios de comunicação, o controle também afeta o rádio e compromete a sua mensagem. A democratização dos meios de comunicação não é apenas um movimento que pretende modificar leis, mas sim, abrir caminhos e espaços para que novas experiências possam ser realizadas. A interatividade e a simultaneidade que o rádio propicia são extremamente importantes para o estudo da comunicação. E é com o objetivo de conhecer melhor esse meio, que nós, do PET ECO, organizamos esse encontro com acadêmicos e profissionais ligados ao rádio. Bem Vindos à 1a Semana do Rádio.

Túnel do Tempo

Em 7 de setembro de 1922, em uma exposição comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, ocorreu a primeira transmissão oficial registrada no país. A Westinghouse cedeu equipamentos que possibilitaram o presidente Epitácio Pessoa fazer um pronunciamento à Nação. Sete meses depois, em 20 de abril de 1923, empolgado com a experiência inédita, Edgar Roquette Pinto fez a primeira transmissão da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, e pelo enorme trabalho realizado foi considerado o pai do Rádio no Brasil. Tempos depois, Roquette-Pinto vendeu a emissora para o Ministério da Educação, e esta veio a se chamar Rádio MEC.

“Pela Cultura dos que vivem em nossa terra e pelo progresso do Brasil”
Slogan da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro


A segunda estação de rádio surgiu em 1924. Por motivos técnicos, a Rádio Clube do Brasil teve de dividir o tempo da transmissão com a Rádio Sociedade. Apesar de todos os problemas, financeiros e técnicos, o rádio se difundiu pelo país. Aos poucos, foram inseridas as propagandas comerciais e a venda de horários, o que possibilitou um retorno financeiro capaz de alavancar a qualidade da programação.

Um bom exemplo foi o Programa do Casé, surgido em 1932, que trazia variedades, revelou talentos e músicas de excelente nível. Tinha em seu quadro nomes como Carmem Miranda, Lamartine Babo, Noel Rosa entre outros. Os pedidos dos ouvintes eram executados ao vivo. "Criando uma estrutura comercial para o rádio, ele revolucionou a história da propaganda, com jingles e peças publicitárias", observa o pesquisador Humberto Franceschi.

Com o passar do tempo, a profissionalização e o desenvolvimento técnico do meio, a venda de receptores aumentou. O rádio se tornou o veículo das massas, e as emissoras começaram a disputar a preferência popular. Um dos recursos foi a diversificação da programação, daí surgiram: as transmissões esportivas, com jogos de futebol e corrida de cavalos; os programas humorísticos; as radionovelas; e os programas de calouros. Nas décadas de 40 e 50, as mais efervescentes do rádio brasileiro, os destaques foram o Repórter Esso, a Rádio Nacional e o seu mais famoso programa de auditório, o Programa César de Alencar.

Durante o período populista, as rádios ficaram encarregadas de realizar a integração nacional. Trazer o brasileiro para a vida urbana. A política usou a força do rádio para transmitir suas ideologias. E durante os períodos mais duros da repressão, os estúdios foram mantidos sobre vigilância constante, pois simples palavras ditas diante de um microfone poderiam gerar sérias conseqüências em alguma região do país.

O surgimento da televisão obrigou o rádio a se adaptar a uma nova realidade, na qual o meio não dispunha mais de tantos privilégios. É bem verdade que o rádio ainda é o meio mais popular e de maior alcance, com maior número de emissoras e que está mais presente no cotidiano das pessoas. Todavia, o presente tem se mostrado muito mais difícil do que parece. A nova geração cresceu acostumada a receber informações através de imagens, cada vez mais velozes. A vantagem da interatividade com o ouvinte está comprometida com as possibilidades abertas pela Internet.

O resultado já vem sendo sentido a algum tempo. Não existem mais rádios grandiosas como a Nacional, cheias de artistas, talentos e profissionais atuando num espetáculo diário. Hoje em dia, as rádios funcionam com uma equipe pequena e sem dispor de tantos recursos.

Apesar dos seus trunfos, o rádio aguarda ansiosamente pela era digital. As modificações proporcionadas pela digitalização são fundamentais para manutenção do meio: som de qualidade digital e possibilidades de interatividade com a internet. As necessidades tecnológicas e de mercado são apenas a ponta do iceberg. A luta pela democratização da informação e a proliferação de rádios comunitárias aponta para um caminho muito mais amplo de novas perspectivas, linguagens e necessidades. O rádio no Brasil completa oitenta anos sem envelhecer, muito pelo contrário, está a cada dia mais rejuvenescido.

A Rádio Nacional, lembra-se?

Uma estação de rádio, com um elenco maior do que o de qualquer emissora de televisão no Brasil. Você tem mais de 25 anos? Então ela faz parte de sua vida

Sérgio Cabral
Extraído da revista Realidade, n. 75
São Paulo, Abril, junho de 1972


Praça Mauá, nº 7, Rio de Janeiro. Sábado, 14h 58. Dentro de dois minutos estará no ar o maior programa de todos os tempos do rádio brasileiro. A Rádio Nacional transmite alguns anúncios, depois de ter apresentado o Consultório Sentimental, de Helena Sangirardi, e a reprise do Balança, Mas Não Cai, cuja audiência de 35 pontos no Ibope é incrível, tendo em vista que o programa foi apresentado ontem à noite.

O auditório de pouco mais de seiscentos lugares está superlotado. No mínimo, umas mil pessoas aguardam ansiosas o início do programa. Seu apresentador e principal responsável, César de Alencar, acerta com um dos produtores, Hélio do Soveral, os últimos detalhes para que tudo ocorra bem. A orquestra, com os integrantes todos sentados e o maestro Chiquinho, com seu enorme lenço no bolsinho de cima do paletó, preparado para comandar os primeiros acordes do prefixo do Programa César de Alencar.

No ar, o último jingle comercial: é a valsa do Phimatosan, composta por Lourival Marques, que retirou a melodia de uma música européia do século passado (séc. XIX). O operador acende a luz vermelha indicando que, dentro de quinze segundos, estará no ar o Programa César de Alencar. Milhões de aparelhos de rádio, em todas as cidades brasileiras, do Amazonas ao Rio Grande do Sul, estão ligadas, oferecendo uma audiência esmagadora. Aliás, o ponteiro desses aparelhos poucas vezes sai da Rádio Nacional.

Hoje também é dia do jogo Vasco e Flamengo, o clássico dos milhões, reunindo as duas maiores torcidas cariocas no estádio do Maracanã. Todas as estações de rádio do Rio de Janeiro, até algumas de outros Estados, estão no Maracanã, para transmitir a partida. Menos a Rádio Nacional, líder também de audiência na transmissão esportiva: sábado à tarde, pode haver jogo da Seleção Brasileira, que a Nacional não deixa de transmitir o Programa César de Alencar.

"Alô, alô, alô. Boa tarde, ouvintes; boa tarde, auditório. Agradeço a sua presença no auditório, sem a qual não faria nem a metade de nosso programa. A primeira parte do Programa César de Alencar é aquela que leva a chancela das meias Dixon - conforto e durabilidade. Fabricada em Juiz de Fora, porem à venda em todo o Brasil. Para abrir a parte musical, aí veio a mais recente contratação da Rádio Nacional: Jorge Veiga!"

O sambista surge com seu terno branco de linho S-120, sapatos de verniz, em meio a uma impressionante gritaria do auditório. E, como de hábito, antes de cantar a sua música, dirige-se aos aviadores:

- Alô, alô, aviadores do Brasil. Aqui fala Jorge Veiga, da Rádio Nacional. Queiram dar os seus prefixos para guia das nossas aeronaves. (...)

Uma fortaleza voadora da Força Aérea Brasileira, com catorze pessoas a bordo, depois de atravessar a selva amazônica, tentava pousar no aeroporto de Campo Grande (Mato Grosso*), que estava inteiramente às escuras. Eram 11h15 da noite, quando seu comandante conseguiu comunicar-se com a Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, à qual transmitiu o drama que estava vivendo.

Um dos oficiais da Base, que recebeu a comunicação, telefonou imediatamente para a Rádio Nacional e, minutos depois, um locutor transmitia uma mensagem para Campo Grande, uma cidade distante 2000 quilômetros do Rio de Janeiro: "Atenção, Campo Grande; atenção, Campo Grande, em Mato Grosso. Uma fortaleza voadora da FAB precisa aterrar. O campo de pouso está às escuras. Atenção, Campo Grande, Mato Grosso". Às 23h45, o avião pousava no aeroporto iluminado pelos faróis de dezenas de automóveis que ouviram o apelo da Rádio Nacional.

Referências:

Site do Grupo de Profissionais do Rádio do Rio de Janeiro.
Rádio Companheiro por Helena Aragão. Reportagem publicada em 01/01/2003 às 10h00. Fonte: Verso Brasil Editora - editora@versobrasil.com.br
http://www.preserveoam.hpg.ig.com.br/nacional.htm

Linkografia

A discussão acerca do rádio e a sua linguagem não se encerram nas palestras da Semana do Rádio. Os links abaixo podem servir como fonte de informação e pesquisa.


Bibliografia

Se você ficou interessado no assunto e quer se aprofundar mais na linguagem do rádio, na sua história e acontecimentos, seguem duas listas de referências bibliográficas que poderão te ajudar bastante. Que fique claro, esses não são os únicos livros sobre o assunto, mas com certeza vão te proporcionar informação de excelente qualidade.

Essa primeira lista são de livros que podem ser encontrados nas melhores livrarias:
  • A Informação no Rádio - Os Grupos de Poder. Ortriwano, Gisela Swetlana / SUMMUS
  • Produção de Rádio. Mcleish, Robert / SUMMUS
  • Jovem Pan - A Voz do Rádio. Faria, Álvaro Alves de / RG EDITORES
  • Rádio : 24 Horas de Jornalismo. Parada, Marcelo / PANDA BOOKS
  • Rádio no Brasil: Tendências e Perspectivas. Bianco, Nélia R. Del / UNB
  • Rádio Comunitária Não É Crime. Coelho Neto, Armando / ICONE
  • Rádio e Política: do Microfone ao Palanque. Nunes, Márcia Vidal / ANNABLUME
  • Rádio : O Veículo, a História e a Técnica. Ferraretto, Luiz Artur / SAGRA-DC LUZZATTO (RS)
  • O Rádio; O Futebol e a Vida. Araujo, Flavio / Senac São Paulo
  • A Bola no Ar Vol. 45 - O Rádio Esportivo em SP. Soares, Edileuza / SUMMUS
  • A Era do Rádio - Descobrindo o Brasil. Calabre, Lia / JORGE ZAHAR
  • A Notícia na Rádio Gaúcha. Klockner, Luciano / SULINA
  • Histórias de Gente do Rádio. Gramático, Dáurea / IBRASA
  • Comédias do Coração e Outras Peças para Rádio e Tv. Silva, Carmen / AGE
  • Programa Casé - O Rádio Começou Aqui. Casé, Rafael / MAUAD
  • Revista do Rádio - Col. Arenas do Rio. Faour, Rodrigo / RELUME DUMARA
  • Projetos de Sistemas Rádio. Miyoshi, Edson Mitsugo / ERICA
  • Como Falar no Rádio. César, Cyro / IBRASA

A segunda lista foi encontrada e selecionada do sistema Minerva da UFRJ e a grande maioria dos livros relacionados está disponível das bibliotecas da ECO e do CFCH.
  • Rádio Nova. Oliveira, Ivana Bentes. coord.
  • Rádio nacional. Saroldi, Luiz Carlos.
  • Por trás das ondas da Rádio Nacional. Goldfeder, Miriam.
  • Rádio online. Santos, Isabel Cristina Spagnolo dos.
  • A Informação no Rádio. Ortriwano, Gisela Swetlana.
  • Manual de Radiojornalismo Jovem Pan. Porchat, Maria Elisa.
  • ABC do Rádio Moderno. Salm, Walter G.
  • A Bola no Ar. Soares Edileuza
  • Rádio Escuta. Lilian, Zaremba.
  • Radiografia. Barbosa, Fernando Antônio Mansur.
  • No tempo de Almirante : uma historia do Radio e da MPB. Cabral, Sergio.
  • Rádio. Mello, Veridiana Pivetta de.
  • Você, ouvinte, é a nossa meta. Guerra, Márcio de Oliveira.
  • 87,9 : A universitária está no ar. Americano, Álvaro Eduardo Trigueiro.
  • Da clandestinidade à legalidade. Costa Júnior, Achylles de Oliveira.
  • Setenta anos de rádio em Campos. Tavares, Andral Nunes.
  • Rádio comunitária de Angónia. Namburett, Denise.
  • Dramaturgia da informação radiofônica. Sanz, Luiz Alberto
  • Terra livre. Torrescasana, Mariângela Alvers Storniolo.
  • A radioteca jovem em questão. Moraes, Mônica Cristina de.
  • No ar "o som das águas", um projeto radiofônico. Silva Neto, Casemiro.
  • Da era do rádio aos dias atuais. Viana, Ditinha.
  • O amigo da madrugada. Herd, Erika Franziska.
  • O escritor, a comunicação e o radiojornalismo (cadernos de apontamentos). Araújo, Carlos Brasil de.
  • A Rádio Relógio Federal, um meio quente de comunicação de massa. Feijó, Luiz Cesar Saraiva.
  • Audience ratings. Beville, Hugh Malcolm.
  • The radio & television commercial. Book, Albert C.
  • An African Experiment in Radioforums for Rural Development. UNESCO
  • Aspects du discours radiophonique. Bauer, C.
  • La Radio como Instrumento de Desarrollo Rural. Torre, Asdrubal de La.

Semana da Televisão :: 1995/2

A Semana da Televisão foi organizada pela Central de Produção Multimídia (CPM) da ECO/UFRJ com apoio do PET-ECO, e ocorreu de 24 a 27 de outubro de 1995.

Voto é Marketing :: 1994/2

O Seminário "Voto é Marketing" foi realizado pelo PET-ECO no Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, nos dias 17, 18 e 19 de agosto de 1994.