Sobre o PET-ECO

O Programa de Educação Tutorial é um programa do governo federal para incentivo à pesquisa e à extensão universitárias nos cursos de graduação. Os alunos recebem uma bolsa-auxílio e são periodicamente avaliados pelo Ministério da Educação. Há PETs em todo o Brasil, em várias áreas de estudo, cada um com autonomia para desenvolver seus próprios projetos. Cada grupo envolve alunos de graduação, que são coordenados por um professor, denominado Tutor.

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O PET-ECO é o grupo PET da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O grupo conta hoje com doze bolsistas, desenvolvendo atividades de pesquisa e extensão em Comunicação e Cultura.

O PET-ECO realiza uma pesquisa por semestre e organiza eventos e atividades na escola. Os bolsistas ("petianos") produzem textos, artigos, entrevistas, resenhas, reportagens multimídia, análises conjunturais e históricas, bibliografias, além de organizar visitas e encontros. Palestras, debates, cursos e seminários sobre temas ligados a comunicação e cultura também são promovidos.

Histórico

A primeira proposta de implantação do Programa Especial de Treinamento – PET (na época oferecido pela CAPES) na Escola de Comunicação da UFRJ foi em 1988. O projeto encabeçado pela professora Ieda Tucherman já visava o fortalecimento da base teórico-científica dos graduandos e “a interação entre os cursos de pós-graduação e graduação” para, dessa forma, formar “profissionais de alto nível, mas também capazes de uma postura crítica diante do campo abrangente da comunicação”, usando as palavras do próprio projeto de implantação. Devido ao não cumprimento dos prazos definidos pela CAPES, a implantação não foi concretizada naquele ano.

Através da retomada de esforços por parte do professor Luís Carlos Bittencourt, o PET foi implantado em outubro de 1991. O PETECO trabalhava então com pesquisas individuais, mas sempre priorizando a integração com a pós-graduação, a produção de eventos, a promoção de seminários e debates, além do contato com outras unidades e PETs. A partir do segundo semestre de 1997 os PETs de todo o Brasil passaram a sofrer sérias restrições orçamentárias por parte do governo federal, implicando em cortes e interrupções de bolsas. Essa situação de incerteza desestimulou parte dos bolsistas que na época integravam o PETECO. Somente alguns bolsistas persistiram. Além disso, o então tutor foi afastado por razões administrativas.

Até meados de setembro de 2001, o grupo se esforçava para manter um ritmo regular de reuniões e dar continuidade às pesquisas iniciadas no semestre anterior. Em setembro de 2001, o prof. Dr. Mohammed ElHajji foi convidado pela direção da ECO para assumir a tutoria do PET-ECO. A partir de então o tutor pôs-se a elaboração de um novo conceito de pesquisa integrada.

Hoje o PET-ECO tem instituído uma única pesquisa por semestre. O interesse em juntar as pesquisas do grupo num tema semestral único é a possibilidade que isto oferece de explorar todas as facetas do tema, usar todos os gêneros jornalísticos e comunicativos para a sua aproximação, associar a teoria à prática, dar visibilidade à pesquisa realizada e convidar ao debate os pesquisadores e leitores.

Assim, todo semestre os integrantes desenvolvem textos, artigos, entrevistas, resenhas, reportagens multimídias, análises conjunturais, históricos, bibliografias, além de cursos e seminários relativos ao tema, assim como visitas e encontros. Palestras e debates em torno de temas ligados a comunicação também são promovidos pelos petianos. A produção alimenta o site Polygraphias onde são centralizados e ordenados os trabalhos realizados sob a forma de uma revista multitemática que oferece material científico para pesquisas mais aprofundadas.

O que é o PET?

O Programa de Educação Tutorial- PET, criado em 1979, esteve, durante 20 anos, sob o acompanhamento e avaliação da Capes. A partir do ano 2000, o Programa passou a ser vinculado à Secretaria de Educação Superior - SESu/MEC. O Programa de Educação Tutorial é destinado a grupos de alunos que demonstrem potencial, interesse e habilidades destacadas em cursos de graduação das Instituições de Ensino Superior. O apoio é concedido ao curso por um período indeterminado, e ao bolsista até a conclusão da sua graduação.

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Tendo iniciado com apenas três grupos, a título de experiência, hoje conta com mais de 300 grupos espalhados em todo o país, envolvendo mais de 3.000 estudantes das redes pública e privada.

Os alunos são selecionados e ingressam no programa a partir do segundo semestre do curso. Até o final da graduação, são comprometidos com, no mínimo, doze horas semanais de dedicação ao PET. Não podem ter reprovações curriculares, devem estudar uma segunda língua, ter capacidade de leitura, pesquisa, iniciativa, crítica, trabalho em equipe, expressão oral e argumentação.

Além das atividades beneficiárias ao crescimento do grupo, o programa tem claros efeitos multiplicadores. Os bolsistas normalmente são modelos exemplares e catalisadores de interesse de colegas e as atividades promovidas pelo PET, de uma forma geral, beneficiam os outros alunos da graduação, a comunidade e a instituição. Os petianos promovem cursos, palestras e eventos para a graduação e comunidade, desenvolvem projetos de pesquisa e extensão, auxílio em conteúdos e disciplinas do curso, debates de assuntos contemporâneos, estudos em grupo, troca de experiências.

O PET é integrado por grupos tutoriais de aprendizagem. O Programa busca propiciar aos alunos, sob a orientação de um professor tutor, condições para a realização de atividades extracurriculares, que complementem a sua formação acadêmica, procurando atender mais plenamente às necessidades do próprio curso de graduação e/ou ampliar e aprofundar os objetivos e os conteúdos programáticos que integram sua grade curricular. Neste sentido, o objetivo é proporcionar uma melhoria da qualidade acadêmica dos cursos de graduação apoiados pelo PET.

As atividades extracurriculares que compõem o Programa têm como objetivo garantir aos alunos do curso oportunidades de vivenciar experiências não presentes em estruturas curriculares convencionais, visando a sua formação global e favorecendo a formação acadêmica, tanto para a integração no mercado profissional como para o desenvolvimento de estudos em programas de pós-graduação.

O Programa de Educação Tutorial constitui-se, portanto, em uma modalidade de investimento acadêmico em cursos de graduação que têm sérios compromissos epistemológicos, pedagógicos, éticos e sociais. Com uma concepção baseada nos moldes de grupos tutoriais de aprendizagem e orientado pelo objetivo de formar globalmente o aluno, o PET não visa apenas proporcionar aos bolsistas e aos alunos do curso uma gama nova e diversificada de conhecimento acadêmico, mas assume a responsabilidade de contribuir para sua melhor qualificação como pessoa humana e como membro da sociedade.

Saiba mais em http://www.mec.gov.br/pet