PET em Revista

PET-ECO edita a revista VETOR do PET-UFRJ. Uma publicação ao mesmo tempo cientifica, educativa, informativa e de integração entre os 04 grupos PET da UFRJ. Leia mais.

O primeiro número trouxe um especial do evento X Interpet, uma entrevista exclusiva com Iguatemi Martins e depoimentos de vários tutores de grupos PET do Estado do Rio de Janeiro.

O segundo número já está no ar, com matérias sobre a Semana de Engenharia do PET Civil, entre outros textos. Confira clicando aqui!

Fórum de Mídia Livre

O Fórum de Mídia Livre, que reúne jornalistas, acadêmicos e ativistas pela democratização da comunicação, teve o apoio decisivo do PET-ECO para nascer. O grupo foi o principal organizador do I Fórum de Mídia Livre, que aconteceu na Escola de Comunicação da UFRJ nos dias 14 e 15 de junho de 2008.

Resultado de reunião promovida em São Paulo em março e em diversos outros Estados, este documento lançou as bases para a organização do I FML, no campus da Praia Vermelha.

Atualmente, o PET-ECO é um dos parceiros do FML, que já teve até uma edição mundial, em Belém, durante o Fórum Social Mundial de 2009. Clique na imagem ao lado (de alguns dos organzadores) para saber mais sobre esta iniciativa.

Midiativistas lutam pela massificação da Mídia Alternativa

UFRJ, Campus da Praia vermelha. Reunidos no 1º Fórum de Mídia Livre, nos dias 14 e 15 de junho de 2008, mais de 300 jornalistas, professores e estudantes chegaram ao consenso de que é preciso expandir o raio de alcance das produções da mídia alternativa. Matéria de João Reis, da Redação do PET, junho de 2008. Leia mais...

A decisão é tomada num momento em que as ferramentas de comunicação são usadas por milhões de pessoas em todo o mundo, que não encontram, contudo, espaços institucionais representativos para veicular seu material. Atualmente, a única mídia que oferece esses espaços é a internet.

- Com a rede, muitos podem produzir para muitos. E todos os indivíduos são importantes, pois produzem de forma singular, criativa e barata. Por isso, devemos pensar em maneiras de expandir e massificar experiências radicais, valorizando não só o consenso, mas também o discenso – disse a diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, Ivana Bentes.

Em toda a América Latina, poucas empresas detêm quase que a totalidade das concessões públicas de televisão e rádio, prejudicando a diversidade informativa e afirmando a posição hegemônica das elites. Durante o Fórum, os participantes enfatizaram que é preciso identificar os inimigos na empreitada pela democratização dos meios de comunicação.

- Nossa grande riqueza é nossa produção diversificada, que é ameaçada pelo oligopólio da informação que existe no Brasil. Este encontro é o momento de pensar quem são nossos adversários, do ponto de vista da comunicação. – afirmou Renato Rovais, da Revista Fórum.

A união, sem a quebra das diferenças, foi a estratégias mais citada pelos midiativistas para que uma mobilização em larga escala possa abalar o sistema de comunicação vigente. Para isso, devem ser propostas linhas de ação em comum, que venham a expandir o campo de atuação de produtores independentes e das mídias livres.

As produções livres, que não estão presas a direitos autorais ou possuem licenças flexíveis, estão cada vez mais em evidência devido à maior acessibilidade a tecnologias de comunicação. Mas, mesmo assim, ainda são excluídas pelos grandes agenciadores da informação, que estão por trás de muitas das mazelas sociais brasileiras e da América Latina.

- Precisamos reconhecer que vivemos numa sociedade injusta e que essa injustiça é representada pelo oligopólio da comunicação no Brasil e na América Latina. Para isso, temos que gerar políticas que permitam a democratização da comunicação – disse o jornalista Gustavo Gindre, do Intervozes.

Segundo Dario Pignotti, também jornalista, as grandes famílias que controlam as mídias latino-americanas estão se articulando com forças externas para estabelecer uma nova ordem em termos de comunicação.

- A descentralização das mídias depende da perda da inocência das pessoas quanto ao poder exercido por essas forças. Mas isso pode custar caro. Pois desafiar o poder sempre gera conflitos e mortes. – alertou Pignotti.

A luta pela recuperação da palavra crítica e a democratização da informação, que passa pelo fortalecimento da mídia alternativa, não é apenas brasileira ou latino-americana. Segundo Joaquim Palhares, um dos principais articuladores do Fórum, o mundo todo vivencia uma barbárie da desinformação.

- A globalização provocou uma mundialização de métodos que se calcam na retórica da mídia. Por isso, a luta é também internacional, contra poderes políticos ligados ao Grande Capital financeiro.

Perguntado sobre as ações que o Fórum promoverá em nível prático, já que, muitas vezes, as discussões ficam apenas no papel, Palhares afirmou que documentos serão redigidos durante o evento e enviados à Brasília.

- Os relatórios serão entregues ao presidente da República, do Congresso Nacional, do TCU (tribunal de Contas da União) e STF (Superior Tribunal Federal). Esperamos que isso possa gerar uma repercussão.